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sexta-feira, 8 de março de 2013

Tem ou não tem?

Se você entrar em um estabelecimento comercial Em Arraial D'Ajuda-Ba-, procurando uma mercadoria e, não a encontrando, se dirigir  para um atendente baiano perguntando se tem tal produto,  corre o risco de obter como resposta:
"tem, mas acabou.!!" 

Lógica baiana?

Essa quase matou o Roberto de tanto rir. Rindo ele sentenciou que teria que ir para o blog.
Passeando na rua Mucugê vimos uma vendedora chegar e oferecer um produto à dona de um quiosque de bijuteria.
A eminente compradora perguntou qual era a previsão para a entrega da mercadoria e obteve como resposta:
" A previsão é que às vezes chega e às vezes não chega em 15 dias"





quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Ainda falando mineirês

Uma cunhada,  que é professora de italiano em BH, nos contou que um aluno lhe perguntou o que significava  a palavra "chôti". 
Ela respondeu que tal palavra não existia. Ele retrucou que existia sim e disse que todo mundo  em BH falava assim.  Disse ainda que ele já tinha procurado essa palavra em vários dicionários e não   a encontrava. 
Conversa vai e conversa vem minha cunhada perguntou como essa palavra era usada e  descobriu que se tratava da forma como em mineirês, daqueles resumidin, resumidin, eles falam  "deixa eu te ( chôti) contar.!.."

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O tempo de cada um.

Uma mineirinha amiga me disse que tem um amigo tão devagar, mais tão devagar, que se ele fosse  morrer de repente iria demorar três dias!!!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Uma colméia na caixa d'água do vizinho

Esse fato aconteceu há alguns anos. 
Sempre que chegávamos  de férias  convidávamos os vizinhos que moravam nos  fundos de nossa casa para um café, ou lanche, com prosa. 
 Numa dessas ocasiões  ficamos sabendo que uma colmeia havia se instalado do lado de fora da caixa d'água da casa deles. 
Sugerimos que eles procurassem um apicultor para remover a colmeia. Na ocasião  nos foi dito que eles não iriam mexer com as abelhas.
Alguns anos depois ficamos sabendo por eles que, numa manhã,  ao acordarem, se depararam com os vidros das janelas da casa deles pretos, repletos de abelhas, tal como em um filme de Hitchcock. 
Apavorados com a situação eles chamaram o corpo de bombeiros, que  chegaram todo cheios de equipamentos. Para apagar incêndios, é claro!, e nada puderam fazer. Sugeriram  que eles entrassem em contato com um apicultor.  
Eles entraram em contato com o  Sr Casado, na estrada da balsa. O apicultor veio e eles  e os vizinhos que moravam ao redor deles, tiveram de sair da casa por dois dias, para que a colmeia fosse removida com segurança. 
O apicultor calculou que haviam umas 80.000 abelhas na  colmeia!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Caça aos marimbondos

Ontem a tarde olho para o jardim e vejo uma folha de helicônia preta. Chego perto e verifico que a folha  está tomada por marimbondos. 
Alguém deve ter destruído a casa deles e eles estavam ali, meio perdidos. Estariam descansando? Não tenho como saber o que faziam ali. Só sei que tive medo que eles entrassem na casa. 
Mostrei para o Roberto que bolou uma tática. Iria se aproximar com um saco plástico e ensacar os marimbondos e eu ajudaria podando a folha, que seria ensacada junto. Prendemos a boca do saco com umas pedras e hoje, pela manhã, os bichinhos estavam mortos. Foi uma alívio! Das mordidas de marimbondo que tomei,não guardo boas recordações. 
Ich, será que tem a sociedade protetora de marimbondos?!, se existir alguma estou frita!
Aliás de marimbondos nada sei, nunca estudei o coletivo de marimbondos na escola.  Será que existe?
A vida é assim: repleta de coisa que não sabemos. 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Quem vê cara não vê coração

Esse ditado popular, título dessa postagem, vem a calhar com a história que reparto com vocês. Aconteceu em Arraial d`Ajuda, há mais de cinco anos, não saberia dizer exatamente em que ano tal fato ocorreu.
 Em frente a pousada  Potira tinha um espaço em que funcionou por um período uma pizzaria, que estava fechava.
 Aquele espaço foi alugado e começou a funcionar ali um restaurante natural, vegetariano, e seu proprietário era um casal muito simpático.
A comida era excelente! Tinha sempre um PF dos bons, com arroz integral , alguma coisa de soja , pastéis e tortas. Tudo muito saboroso.
 O preço era bastante convidativo e logo ficamos fregueses assíduos.
O casal tinha uma pele linda e eram cheios de histórias.
Naquele ano retornamos ao Arraial em julho, setembro e o restaurante continuava lá.
Quando chegamos para o verão o restaurante estava fechado. 
Um dia a caminho da praia, encontramos a dona da pousada , que alugava o local aonde funcionou o tal restaurante e perguntamos o que aconteceu, por que o restaurante havia fechado.
A Sra ficou bem alterada e nos contou que eles retiraram as coisas deles à noite, pois estavam devendo alguns meses de aluguel, água, luz, e por ai vai.
Ela contou, indignada, que até para uma senhorinha que vendia verdura e banana em um carrinho eles ficaram devendo uma boa grana. 
 Escutamos surpresos e continuamos nosso caminho na ladeira do Mucugê.    
Eis que passa ao meu lado um homem alto, magro, de olhos claros, muito parecido com o tal caloteiro. 
Ele estava meio escondido em um sombreiro mexicano. Eu me aproximo e o chamo pelo nome. Ele me responde em espanhol dizendo que o confundi com outra pessoa. Peço desculpas e aperto o passo para alcançar o Roberto, a quem chamo  e digo que vi alguém muito parecido com o Pedro, que era o seu nome. Ele se volta e diz: ah, é você Angela! E começa a conversar conosco como se nada tivesse acontecido!!

Assombração no supermercado

Minha infância foi povoada de sacis pererês e assombrações que me tiravam o sono nas histórias que ouvia contada pelos adultos. Hoje creio que tais histórias eram para  assustar as crianças. Só que o efeito em mim era de tirar o sono. Perturbada com os barulhos da noite morria, literalmente, de medo ao associar tais barulhos fortuitos a tais  histórias de assombração.
Não é que hoje, já perto dos sessenta anos dou de cara com uma assombração no supermercado aqui em Ajuda?!
Já explico. Foi uma vizinha , ela tem um residencial no nosso bairro e uma casa vizinha da nossa.  Estive pessoalmente com ela para solicitar que fizesse a poda de uma arvore de almíscar que estava sobre o nosso telhado.
 Aqui nos quintais das casas temos dois tipos de arvores, resquícios da mata atlântica. 
A biriba, de onde se faz o berimbau e a almíscar.  A primeira é alta e forte.Verga e canta com o vento, mas não parte, com os ventos e a chuva. Já a segunda é bem alta e tende a partir ao meio com as chuvas e ventos, ameaçando os telhados ao seu redor.
A vizinha me disse que iria tomar providências. 
Aguardando a poda ser feita recebi um recado de sua funcionária que ela teria ido embora. Ela mora em S. Paulo.
Negociando a poda da arvore com a funcionária recebo um email mal criado de tal vizinha, dizendo que eu me virasse pois ela não iria podar a árvore.
 Hoje fomos ao supermercado e eis que entra a vizinha  que, em tese, estava em S. Paulo.
Ao dar de cara comigo ela ficou sem saber se dava meia volta ou se passava de lado, fingindo não ter me visto. 
Naquele segundo a cara que ela fez foi tão sem graça e assustada que me lembrou as almas penadas de minha infância.  A alma penada ali no caso era eu! Foi risível o susto que ela levou por ter mentido.