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domingo, 26 de maio de 2013
Ronald Mansur: Por que as crianças francesas não têm Deficit de A...
Ronald Mansur: Por que as crianças francesas não têm Deficit de A...: Nos Estados Unidos, pelo menos 9% das crianças em idade escolar foram diagnosticadas com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hipera...
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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Medicalização da infância e adolescência
Hoje li no site do jornal o Estado de Minas, que BH é a segunda cidade do Brasil que mais consome drogas para déficit de atenção e hiperatividade, TDAH, como é conhecida nas escolas e no meio médico.
Tais drogas são também conhecidas como drogas da obediência.
Esse notícia me apavora! Colocar na criança e no adolescente uma camisa de força química deveria ser crime.
Se na infância e na adolescência o menino e a menina não puderem experimentar a vida e aprontar algumas bagunças próprias de cada idade como irão amadurecer?
Se na infância e na adolescência o menino e a menina não puderem experimentar a vida e aprontar algumas bagunças próprias de cada idade como irão amadurecer?
Cadê o Menino Maluquinho, que quando cresceu viu que havia sido uma criança feliz?
O que vai ser dessa geração que toma droga "lícita" desde a infância?
Isso não estaria contribuindo para formação de uma geração de cordeirinhos e de Maria vai com as outras? Ou mesmo para a reprodução de uma geração que, por não haver experimentado aquilo que é próprio de cada idade, pega uma arma e sai matando, como volta e meia acontece nos USA?
Onde andam as agências reguladoras dessas substâncias psicotrópicas? E os Conselhos Regionais de Medicina, estão adormecidos?
E os pais, mães, avós e professores? Onde andam vocês que não protegem as crianças e adolescentes?
Educar dá trabalho e implica em um investimento amoroso.
Sabemos que não existe receita para criar filhos. Mas a única possibilidade de criamos uma nova geração "saudável", do ponto de vista da saúde mental, é educarmos nossos filhos fazendo com que eles recebam afeto e limite. O limite dado pela educação favorece a responsabilização do sujeito. Isso é bem diferente do limite proposto pela camisa de força quí
mica.
mica.
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sábado, 8 de dezembro de 2012
Para que serve uma análise?
Vale a pena ler a entrevista de Diane Keaton publicada no Globo online em 08 de dezembro de 2012.
Reproduzo para vocês a parte em que ela fala da bulimia e como foi fundamental falar disso para sua analista para se livrar desse sintoma.
É bonito ouvir de uma pessoa que não é analista para que serve uma análise
"Psicanálise para vencer a bulimia
Com Annie Hall, em 1977, Diane influenciou a moda usando um figurino andrógino, roupas largas, gravatas e chapéus, uma mistura que caiu como uma luva no vocabulário feminista das mulheres da época. A ligação com a moda não passou. Ela está presente na sua nova aventura como escritora: um ensaio sobre a beleza. O quanto se gasta com a aparência e a obsessão pela perfeição são as questões do livro que ela prepara. Será um ensaio filosófico?
— Não sou filósofa — ri. — É uma livre reflexão. Trata-se de um desafio maior do que foi fazer “Agora e sempre”, porque não estou sendo guiada pelas palavras da minha mãe, é um texto inteiramente autoral. Preciso encontrar as minhas palavras.
“Encontrar as palavras” é algo que Diane conhece bem. Foram as palavras ditas no divã da dra. Felicia Lydia Landau, uma judia polonesa, que a libertaram da bulimia, distúrbio que a acompanhou por cinco anos depois que saiu da casa dos pais para morar em Nova York no início da carreira. Nem mesmo Woody Allen, seu namorado na época, sabia do que se passava. Ela sofria com azia, indigestão, menstruação irregular e pressão baixa. E com uma dor de garganta que não passava. No livro, ela descreve em detalhes: “Woody não faz ideia do que eu aprontava na privacidade dos seus banheiros. Ele se maravilhava com meu apetite extraordinário e dizia que eu ‘empacotava’ direitinho. Sempre vigilante e sempre atenta, eu tomava cuidado para que ele não me flagrasse”, conta no livro. A analista foi sugestão dele, que, mesmo não sabendo da bulimia, conhecia a namorada insegura que tinha. “Eu não conseguia trabalho, tinha 25 anos. O que fazer? Não bastava ser namorada de Woody, uma Ali MacGraw abatida. O que aconteceria? Devia desistir?”. Um ano depois de frequentar o consultório da dra. Landau, ela conseguiu falar: “Enfio o dedo na garganta três vezes por dia e vomito. Estou vomitando há anos. Sou bulímica. Tá bom? Não tenho a intenção de parar. Nunca....”. Seis meses depois, parou.
— É uma doença terrível, com a qual eu lidei de maneira muito desajeitada a princípio — diz ela, sem se esquivar. — A psicanálise me ajudou a vencê-la. Eu não só não contava para ninguém sobre o que se passava, como estava decidida a nunca mais parar com aquilo. Eu era uma glutona. E mudei completamente quando consegui falar. Devo muito àquela analista, parei por causa dela. Superei mesmo. Hoje tenho uma alimentação toda balanceada, não como nem carne nem peixe. Me cuido. Passou. Mas, falar foi fundamental. É o que recomendo para quem está passando por isso."
Leia mais sobre esse assunto em http://ela.oglobo.globo.com/vida/cultura-em-vida/em-autobiografia-diane-keaton-fala-sobre-luta-contra-bulimia-a-paixao-por-woody-allen-6692626#ixzz2ESx5z15s
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sexta-feira, 20 de julho de 2012
É policamente correto?
Fui assistir a um teatro infantil e me deparei com uma situação, que parece ser frequente hoje em dia, que é a ditadura do politicamente correto.
Durante o espetáculo foram cantadas algumas canções infantis de forma mudada, forma essa que considero ser uma censura a agressividade da criança. A agressividade é constituinte do psiquismo humano e não pode ser eliminada pela censura externa. Todos os seres humanos são dotados em seu psiquismo da capacidade inconsciente de amor e ódio por uma determinada pessoa ou objeto.
Se a criança canta que bateu no gatinho ela, por falar, não precisa, necessariamente, de bater no gatinho.
Desde Freud e do advento da psicanálise sabemos que a fala, a palavra, pode substituir a ação.
Se a criança pode manifestar em seu discurso sua agressividade de forma lúdica por que censurá-la?
Essa mesma censura existe para as histórias infantis. Nessas histórias as bruxas e as fadas, os bons e os maus personagens, ajudam a criança simbolizar alguns de seus sentimentos, afetos, vivencias e fantasias. Tais personagens tem uma função psíquica e não é sem razão que tais histórias são repetidas por anos e anos a fio.
Os personagens bons e os vilões nas mais variadas situações narradas na história, permitem à criança, se identificar ora com um, ora com outro, personagem e assim integrar suas pulsões agressivas e amorosas. Ela não só se identifica com tais personagens como também identifica-os com os adultos que a cercam, que também tem sua cota de pulsões agressivas e amorosas.
Uma criança que em um ou outro episódio bate num bichinho ou em um coleguinha não pode ser considerada má só por esse seu ato. Cabe ao adulto educar a criança dizendo que ela não pode fazer isso e mostrar seu desagrado.
A criança só vai recalcar suas pulsões agressivas se ela perceber que se insistir em ser mázinha ela pode perder o amor de seus pais , e de outro adulto que ela ame.
Se uma criança está sempre batendo ou xingando seus colegas ou cachorrinho, gatinho, é sinal de que ela está precisando de ser ajudada, que alguma coisa, não vai bem com ela. Alguma coisa está acontecendo em seu entorno e ela precisa ser convidada a falar, a dizer, porque ela está precisando fazer tais atos.
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